domingo, 11 de julho de 2010

Perdão e Cura



Muitas vezes devemos ser curados de coisas que feriram e magoaram, mas para que haja isto devemos liberar perdão genuíno. Em Provérbios 6:15 fala que quem tem maldade a destruição virá repentinamente, subitamente, será quebrantado sem que haja cura. No mesmo livro, 29:1, fala de um homem de dura cerviz. Será quebrantado de repente, sem que haja cura. (“O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.”). Jeremias 8: 15, diz “Espera-se a paz, e não bem: o tempo da cura, e eis o terror”. O profeta, em 8:22, ainda escreveu: “Porventura não balsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que será, então, que não há sinal de cura para a ferida do meu povo?”
Refletindo sobre estes versículos me pergunto: Porque muitas vezes o homem rejeita a cura? Endurece a cerviz? Não quer ser curado? Temos um bálsamo em Gileade. Temos o médico dos médicos, que é o Senhor Jesus.
É tempo de clamarmos, sim pela cura, mesmo que haja dor, mesmo que a ferida tenha que ser aberta. Precisamos da cura, mas para que ela ocorra precisa haver perdão.
Salmos 130:4, diz: “Contigo está o perdão, para que temam.” No livro de Daniel 9:9, diz: “Ao Senhor nosso Deus pertence o perdão, a misericórdia; pois temos nos rebelado contra ele.”
Amados! Temos o perdão que vem do Senhor e a Ele pertence, por que, então, não deixamos que haja cura? Qual é o medo de ser curado? Qual o medo de receber um renovo depois de ser curado? Qual o medo da cura? É lembrar o que levou a ferida? Ou lembrar que temos parte na causa dessas feridas?
Se há um Médico dos Médicos, disposto a curar e nos ajudar a perdoar, pois é rico em misericórdia, perdão e morreu para perdoar nossos pecados. Porque é difícil perdoar os pecados e falhas de um irmão? Se quisermos receber um renovo precisamos reconhecer, sim que necessitamos de cura e perdão ou perdão e cura. A ordem não mudará o que é preciso. Se não perdoarmos, Cristo terá morrido em vão, porque ele morreu para que os nossos pecados fossem perdoados.
Em nosso lugar o que Jesus faria? Perdoaria ou clamaria por cura?

Em quem precisamos confiar?


Senhor! Sei que há momentos em nossas vidas que sentimos a necessidade de ter alguém, próximo de nós para abrir o coração, falar dos problemas, das dificuldades, das aflições, dos medos e temores; das alegrias, felicidades, vitórias, sonhos, e bênçãos. Quando isso ocorre, quem procuramos? Um amigo, mas quem o é? Para os cristãos é Jesus.
Em 1 Samuel 18:1, podemos ver da amizade que Jonatas tinha com Davi. Uma aliança de almas, unindo-os profundamente. Ela foi leal, verdadeira, reafirmada em quatro ocasiões: 1 Sam 18:3; 20:16 e 42; 23:18.
Na aliança com Davi, Jonatas despojando-se lhe entregou sua capa, suas vestes e suas armas. O ato é prova que Jonatas estava expressando a aceitação da decisão de Deus, sobre suas vidas. A amizade deles era sincera, pura. Tinham intimidade para compartilhar e confiar.
Mas surgiu tribulação entre eles, pois Saul, próprio pai de Jonatas, desejou matar a Davi. Jonatas se manteve fiel, foi e renovou a aliança com ele. Prática de um ato de amor. Ele vai e fortalece o amigo, quando não acreditava mais nas promessas que Deus tinha lhe feito. Jonatas fez Davi lembrá-las, em especial, de que ele seria o rei de Israel (1 Sam 23:16)
Amados! Quantas vezes esquecemos das promessas de Deus para nossas vidas. Quantos amigos iguais a Jonatas temos ao nosso lado para lembrá-las? Muitas vezes nenhum, pois o nosso melhor amigo é JESUS. Aquele que teve a morte de cruz para provar seu amor, sua amizade por nós. Tudo para nos mostrar que, mesmo reclamando, murmurando e nos sentindo abandoados, Ele está ali. Ele não desiste de nós. Ele nos lembra das promessas do Pai, promessas a serem cumpridas em nossas vidas.
Nesses momentos, em que pensamos que não temos um Jonatas para nos lembrar, precisamos recordar que Jesus nos enviou o Consolador, o que há de melhor, pois está conosco. É amigo confiável e atencioso, que não se importa com o tamanho do problema ou situação em que nos deparamos. Ele está ali, bem próximo, para nos ajudar, para nos fortalecer, e nos lembrar da aliança que temos com Ele, seja de amor ou de amizade. O Espírito Santo espera que abrimos nossa boca e entreguemos a ele, nossos sentimentos.
Ficar de boca calada não leva a nada, portanto abra a tua boca e clama. Lembra-te do amigo inseparável! Jesus. Lembra das promessas de Deus para nossas vidas! Uma a uma a ser cumprida.
Muitas vezes precisamos tomar decisões, mas é muito importante que Jesus esteja na direção de nossas vidas. Não podemos esquecer da aliança de amor que temos com Ele. Aliança paga a preço de sangue.
Amados! Busquemos mais intimidade com Jesus. Ele é amigo inseparável. Nunca nos decepciona. Está pronto a nos ouvir, não só daquilo que nos angustia, mas Ele também se alegra com nossas alegrias, com nossas felicidades. Acima de tudo Ele nos consola. É o Consolador.

“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviareis”. (Mt 11:28)

“....., mas tenho-vos chamado de amigos, por que tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (Jo 15:15)

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (Jo 14:26)